
A Solteirona Carrapicho
Jorge Ireno Reis
Eu meto os “peito” num fandango de galpão
Pra dançar vaneira no embalo do Caldeirão
É uma muvuca, não se sabe quem é quem
Recorro a “muierada”, pra achar a que me convém
Sou atrevido, enfiado que nem ferrolho
Vou direto na mimosa, que sorrindo pisca o olho
No pé da dança, cochicha no meu ouvido
Me fala que é solteirona e veio arrumar marido
Nesse fandango me encolho
Nesse fandango me espicho
E a solteirona colada
Grudada igual carrapicho
Nesse entreveiro me perco
Nesse entreveiro me acho
E eu tô bem louco
Pra apagar o fogo do facho
Eu sou manhoso, ando em busca de cambicho
Me cheguei na solteirona, que parece carrapicho
Ela me agarra, mexe o cabelo e se assanha
Me fala “eu tô passada, já criou teia de aranha”
E desse jeito que gruda e não quer soltar
Pra conhecer meus pelegos essa “muié” vou levar
Sou caridoso, e o bem tenho que fazer
Então eu quero ter ela, pra ela sempre me ter
Nesse fandango me encolho
Nesse fandango me espicho
E a solteirona colada
Grudada igual carrapicho
Nesse entreveiro me perco
Nesse entreveiro me acho
E eu tô bem louco
Pra apagar o fogo do facho



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