Canção do Mundo
Julia Blood
Ontem deixei a porta aberta pra você entrar
Acredita que veio só o vento para me tocar
Senti até um arrepio no pescoço
E o gosto do teu corpo
Que pena que era sonho
Mas que bom que tive que acordar
A realidade é cruel
Te mostra o quanto amar é insano
Se é que ainda existe isso
No século que estamos
Amar é ilegal
Odiar é permitido
Ser sincero é besteira
Enganar é divertido
Ter caráter é defeito
Manipular é tão legal
Se entregar é fraqueza
Mas matar é tão normal
Será que estão aqui
Será que estão se vendo
Será que podem ouvir
Nossas crianças morrendo
Não é que eu queira generalizar
Mas eles já são maioria
São os hipócritas de terno e gravata
Que idolatramos todos os dias
Será que haverá prisões ou parquinhos
Eu me pergunto isso olhando pro meu filho
Que pena que não é sonho
E que não posso acordar
A realidade é cruel
Te mostra o quanto amar é insano
Se é que ainda existe isso
No século que estamos
Fumar é proibido
Mas se dopar é solução da medicina
Não ter religião é quase um crime
Mas roubar dizimo do crente é divino
Estupro é absurdo
Mas assédio é trivial
Mendigo aqui é vagabundo
Não tem emprego para marginal
Humanidade perdida
Não tem mais compaixão
Sinônimo de paz, paz
É guerra suja meu irmão
Será que estão aqui
Será que estão se vendo
Será que podem ouvir
Nossas crianças morrendo
Agora, deixe a porta aberta
Que eu vou entrar como o vento
Tocar teu corpo á gosto
Tirar esse veneno
Pra mudar o mundo pra nós dois



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