NO TEMPO DO SABUGO
Julian Cesar
Comida na mesa, sem luxo, sem marca
Estudo na chuva, chinelo na mala
O velho mandava e a gente ouvia
Direito era só o que a gente fazia
Roupa costurada, sapato de missa
E a lei da escola não tinha preguiça
Se o mestre brigava, em casa o bicho pegava
Ninguém reclamava, a vida ensinava
Ai, ai, ai, que saudade que dá
Do colchão de palha pro corpo deitar!
Menos mimimi, mais aperto de mão
Respeito no peito e amor no coração!
Volta o tempo do sabugo, do laço e da disciplina
Que saudade daquela rotina!
Não tinha celular, nem tela ligada
Cuidava dos bichos na lida acordada
Nota boa em casa era só obrigação
Castigo de pai era educação
Vivi na elite que hoje sumiu
A força real que esse mundo nutriu
Deveres primeiro, respeito de fato
Raiz que ficou no meu peito gravado
Ai, ai, ai, que saudade que dá
Do colchão de palha pro corpo deitar!
Menos mimimi, mais aperto de mão
Respeito no peito e amor no coração!
Volta o tempo do sabugo, do laço e da disciplina
Que saudade daquela rotina!
Essa geração que o tempo levou
Deixou a semente do que tem valor
Ordem e respeito não podem morrer
A gente era feliz sem ter o que ter!
Ai, ai, ai, que saudade que dá
Do colchão de palha pro corpo deitar!
Menos mimimi, mais aperto de mão
Respeito no peito e amor no coração!
Volta o tempo do sabugo, do laço e da disciplina
Que saudade daquela rotina!



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