Essa Tal de Previdência
Julian Silva
Olha só que sem vergonha
Essa tal de previdência
Eu passei a existência
Sol e chuva no batente
Não dão nem bola pra gente
Mandei tudo a la cria
Querem dez anos de bloco
Trabalhei sem garantia
Moro na costa do mirim
Sempre tive uma rocinha
Criava porco e galinha
Também fazia meus “brique”
No meu rancho pau-a-pique
Tirava leite de vaca
Garantia minhas “pataca”
E a vida tava nos trinque
Depois de tanto carpir roça
Decidi me aposentar
Ajuntei a papelama
O “NS” fui consultar
Querem duas testemunhas
E talão de produtor
Na lida sou professor
Mas não vai adiantar
Não precisa de perícia
Olhe meus “dedo” esbodegado
Minhas “mão” tão puro calo
De carpir e lidar com o gado
Já criei meus quatro “fio”
Nunca deixei faltar nada
Falta é consideração
Da corja desaforada
Olhe bem pr’este cavaco
Que já está nos sessenta
A carcaça esgualepada
Volta e meia se rebenta
Já pendurei as “galocha”
A enxada e o machado
Ando todo entrevado
Deste jeito ninguém güenta
Eu não sei mais o que faço
Com esses tipo abusado
O processo foi negado
Pediram pra eu ter paciência
Vou tomar uma providência
Criem vergonha na cara
Porque eu vou baixar a taquara
Nessa tal de previdência



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