O peso das primaveras
Juliano Soares
Os meus cabelos branquearam sem disfarce
A minha face se enrugou lentamente
As primaveras pesam seus pesos reais
Já não sou mais o que fui antigamente
Tem tantas vezes que eu me flagro pensando
Em tantas coisas simplesmente por pensar
Passou o tempo e ele não volta por nada
Disfarço numa risada minha vontade de chorar
Risada irônica ironiza de mim mesmo
Sorrindo a esmo sem motivos pra sorrir
O pranto insiste em correr pelo rosto
Por meu desgosto que só eu posso sentir
Envelheci pra ver meus netos crescendo
Hoje estou vendo a evolução da humanidade
Nesse percurso tantos amigos perdi
Porque eles foram chamados pra eternidade
Pensando nisso muitos perdem o sossêgo
A partida não dá arrego nem ao criador da sorte
Já fui feliz, já sofri e já vivi
Estou preparado pra quando chegar a morte



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