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Couro cru, carnal a mostra
Não sou feito pra quem gosta
De várzeas sem tacurus
Outro curtido não tive
Que a chuva caindo livre
No carnal de couro cru

Batido a Sol e sereno
Sou pequeno entre os pequenos
Igual entre os meus iguais
Um lombo-duro entre os fortes
E embora vergue ou me entorte
Ninguém me põe nos varais

Me apontam o dedo
Me chamam bagual
Matambre dos duros
Sem cinza e sem sal
Sem furo na guampa
Sem marca ou sinal
O dedo me apontam
Me chamam bagual!

Couro cru, carnal a mostra
Não sou feito pra quem gosta
De várzea sem tacurus
Aos que me apontam o dedo
Falta cerne ou sobra medo
Pra sovar um couro cru
Pra sovar
Um couro cru!

Me apontam o dedo
Me chamam bagual
Matambre dos duros
Sem cinza e sem sal
Sem furo na guampa
Sem marca ou sinal
O dedo me apontam
Me chamam bagual!

Me apontam o dedo
Me chamam bagual
Matambre dos duros
Sem cinza e sem sal
Sem furo na guampa
Sem marca ou sinal
O dedo me apontam
Me chamam bagual!

Escrita por: Aparicio Silva Rillo / MÁRIO BARBARÁ DORNELES. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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