
Iracema
Leozinho Nunes
Da selva, a rara perfeição da cunhatã
Beleza esculpida por tupã
A dona dos mistérios de jurema
Dos lábios de mel, o breu da noite tinge cada fio
Um preto que a graúna jamais viu
Vem dos cabelos dessa flor
A flecha que faz a terra protegida
Nas mãos de Iracema aguerrida
Um ferido português em seu olhar
Sentiu pureza no desejo de ajudar
A centelha de amor é fogo, fogo
Na história reluziu
O pajé deu acolhida à chama proibida
Dois mundos ele uniu
Tem festejo pela tribo ô
E a batalha anunciada lá laia
No guerreiro prometido
Desamor doeu na alma
A virgem na guarida da paixão
Um beijo finda a tradição
Vingança Irapuã destila fúria, enfeitiça
É tabajara e Pitiguara em pé de briga
Cresce no ventre a semente da união
Tristeza, a solidão venceu a foça original
Vem Moacir pra assumir o pedestal
De filho primeiro do Ceará
Ao som da Jandaia, um poema ao luar
De pele vermelha, eu sou Bambas
No palco do samba em celebração
Respeite as estrelas do meu pavilhão



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