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De Tribais e Nazarenas

Lisandro Amaral

Se acaso brotam milongas
No sono da madrugada
É porque ando na estrada
No mesmo rumo dos ventos
E busco meus pensamentos
Parando a lua no rosto
Mesmo destino dos outros
Dos que semeiam tropilhas
Sobre o altar das coxilhas
Onde reinavam os potros

Na forma um lote de sonhos
Crioulos qual a paisagem
Vão desfraldando a pelagem
Para um dia que virá
Boleadeira e chiripá
Indiada voltando aos campos
Na certeza que estes cantos
Correntezas de poesia
Tragam de novo alegria
Pro olhar dos pirilampos

Eu queria estar presente
Num ritual dos guaranis
Ser um rondo taquapi
Confraria noutras eras
Ser quem sabe a primavera
Exaltadas nos tribais
Renascer nos banhadais
Na mais primitiva flor
Ou quem sabe um rastreador
Sobre o trono dos baguais

Banhar-me de rio e sanga
Pelo olhar das pitangueiras
Horizontes por fronteira
Que a alma grande ultrapassa
Pai Tupã, traz minha raça
Os guenoas, os minuanos
E os charruas soberanos
Muito antes dos jesuítas
Quando a paz era bendita
Sobre o solo dos pampeanos

A estrela d'álva ilumina
Estes que ousam cruzar
E eu que viciei andejar
Porque me sobram motivos
Busco meu santo nativo
Na reza eterna dos basto
Quando um bagual beija o pasto
Pateando espora e estribo


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