Pão Com Goiabada
Lucas Bueno
Desabou feito crime na calçada
Expirou feito anjo sem perdão
Fez o povo parar a caminhada
E o trânsito andar em procissão
E tão novo era o dono da facada
Quanto o corpo sem alma no portão
Na bochecha da vida abandonada
Tinha um beijo materno de batom
E nas mãos, preso um pão com goiabada
O motivo maior da discussão
Tão menino era o dono da estocada
Que nem bem assistira à comunhão
Com as mãos numa árvore algemadas
O guri homicida olhava o chão
E contava as saúvas perfiladas
Com um pedaço de goiabada e pão
Só havia no olhar fome esganada
Nem remorso, nem pranto ou compaixão
De repente, uma multidão criara
A novela da indignação
Uma freira ficara cara a cara
E cuspira na cara do ladrão
E o olhar da criança transbordara
E a saliva lhe dera extrema unção
E a turba irada desatara
Do isolamento laço do cordão
E a polícia gritava: Para, para!
E a horda cristã parava não
E o boneco guri desencarnara
Com uma fome de goiabada e pão
De manhã a manchete anunciara
A desgraça é a merenda da nação
De manhã a manchete anunciara
A desgraça é a merenda da nação
De repente, uma multidão criara
A novela da indignação
Uma freira ficara cara a cara
E cuspira na cara do ladrão
E o olhar da criança transbordara
E a saliva lhe dera extrema unção
E a turba irada desatara
Do isolamento laço do cordão
E a polícia gritava: Para, para!
E a horda cristã parava não
E o boneco guri desencarnara
Com uma fome de goiabada e pão
De manhã a manchete anunciara
A desgraça é a merenda da nação
De manhã a manchete anunciara
A desgraça é a merenda da nação



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