Cerveja Quente
Luis Goiano e Girsel da Viola
Numa venda beirando a estrada
Num recanto do nosso interior
Certo dia chegou um grã-fino
Exibindo um chapéu de castor
Para a morena dona da venda
Disse pago o preço que for
Mais eu quero cerveja gelada
Porque não suporto o calor
Desculpando respondeu a moça
Gelada, não tenho nenhuma.
Eu só tenho cerveja quente
Gelo puro aqui não se arruma
O grã-fino falou arrogante
Eu não faço questão alguma
Se for quente igual à você
Juro que bebo até a espuma
A morena tentou retrucar
O grã-fino na hora impedia
Segurando o braço da moça
Quis beijar sua face macia
Ela puxou um trinta e oito
Atirou sem fazer pontaria
E furando o chapéu do grã-fino
Que de medo de joelhos caia
O grã-fino tremendo na mira
Guela abaixo a cerveja decia
Bebeu toda a cerveja da venda
Enxugando o suor que corria
Ao pagar não esperou o troco
E na curva da estrada sumia
Aprendeu a respeitar mulher
De cerveja pegou alergia



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