Velho Cocho de Aroeira
Luiz Mulato e Mozair
Pedi meu filho pra parar o carro
Eu só queria apenas conferir
Se pelo tempo já foi destruído
Ou conseguiu ainda resistir
Aquele cocho velho abandonado
Junto ao cerrado que eu ali deixei
Beira da estrada onde perdi a conta
De quantos anos ali não passei
Meu velho cocho de madeira nobre
Eu sinto inveja de te ver perfeito
Mesmo encoberto um pouco pela terra
Nem mesmo ela encontrou um jeito
De pelos anos consumir teu cerne
Ali deitado não quis sucumbir
Já os meus passos são dificultados
Preciso apoio para não cair
Sei que a riqueza agora nunca pode
Comprar minhas horas que eu já perdi
Minha juventude se foi e não volta
Também os momentos que eu já vivi
Parece agora até levar teu peso
Me acompanhando enquanto eu existir
Dificultando esses meus passos lentos
Pelos caminhos que eu ainda seguir
Meu velho cocho feito de aroeira
Sinto inveja de te ver perfeito
O passar dos anos desgastou meu corpo
E voltar no tempo já não tem mais jeito
O passar dos anos desgastou meu corpo
E voltar no tempo já não tem mais jeito




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