Arquitetura do Céu
Magnus Crdz
Ergui torres de babel no limite da areia
Paredes caiadas, luz que encandeia
Um templo cego, fugindo da verdade
Mas o vento sopra onde quer, sem avisar
E o que não tem raiz, não pode suportar
Desce o Teu prumo, mede a intenção
O oleiro paciente desfazendo a ilusão
Não há viga em mim que se sustenha
Para que a semente possa florescer
O grão de trigo desce para morrer
Desestrutura a minha estrutura
Faz ruir o império que eu chamei de meu
Na ruína exata da minha criatura
Me reconstrói com a arquitetura do céu
Arranca a pedra, quebra a armadura
Eu sou o pó, o construtor é Deus
O vale era seco, o silêncio era lei
Um cemitério de ossos sem tendão
Tijolo por tijolo de Babel eu montei
Até o Teu sopro causar a implosão
Tu rasgas o véu de cima para baixo
E no meio dos escombros é que eu me acho
Tira o coração de rocha, o peso do cinzel
Põe a Tua carne, o Teu sangue, o Teu véu
A cruz foi o golpe na minha fundação
O túmulo vazio, a minha nova mansão
Menos dos meus planos, mais do Teu altar
A casa velha cai para o Rei poder entrar
Desestrutura a minha estrutura
Faz ruir o império que eu chamei de meu
Na ruína exata da minha criatura
Me reconstrói com a arquitetura do céu
Arranca a pedra, quebra a armadura
Eu sou o pó, o construtor é Deus
Pedra angular
Alinhando o meu caos
Desfaz o que eu fui
E me constrói em Ti
A velha casa caiu
O Teu templo subiu



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