Pra Um Maula Que Corcoveia
Marca Fandangueira
Nasci pregado no lombo
Mas o pialo, as vezes
É uma questão de sorte
O ginete!
Risca e arrisca o couro
Anda ali entre a vida e a morte
O aporreado!
Tá sempre encolhido
Prontito pra dá o bote
Largo se queixando
Num tarde mormacenta
Parecia um boi tá tá
Sartando fogo das ventá
Veiaqueando campo a fora
Escramuça abrindo buraco
Rebenque me faz costado
E a espora roça o sovaco
Oito segundos de fama
De pura cepa e façanhas
Embate homem, cavalo
O mais taura sempre ganha
Trago essa sina de berço
Desde cedo, desde piá
Pode tocar a campana
Que logo ali vou apeiar
Pra um maula que corcoveia
Querendo me derrubá
Eu lhe apresento as garra
Fazendo me carregá
Tá pra nascer um beiçudo
Que faça eu beijar o chão
Saco do cabo forrado
E dou-le pau com as duas mãos
Largo se queixando
Num tarde mormacenta
Parecia um boi tá tá
Sartando fogo das ventá
Veiaqueando campo a fora
Escramuça abrindo buraco
Rebenque me faz costado
E a espora roça o sovaco
Zóio tapado
Com fama de caborteiro
Corcoveou o dia inteiro
Loco pra me pealar
Mais eu sou da tropa antiga
Não refugo uma peleia
Dando bóia pras esporas
Deixei manso pra montar
Pra um maula que corcoveia
Querendo me derrubá
Eu lhe apresento as garra
Fazendo me carregá
Tá pra nascer um beiçudo
Que faça eu beijar o chão
Saco do cabo forrado
E dou-le pau com as duas mãos



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