
Malungo
Marcio Farias
Vejo nas luzes dessa madrugada
Um clarão de lua encantada
Que banha as águas do rio
Caminho que o negro traçou
E chegou nesses confins do mundo
Sem benção de nosso Senhor.
Dá licença pra esse malungo
Que vem de tumbeiro do Congo
Trazendo uma herança de fé.
Na vinda compraram sua liberdade
Mas trouxe no corpo a coragem,
O jongo e o candomblé.
Foi mão-de-obra nos canaviais
Sem seus guias e seus orixás
Perdidos no alto-sertão.
E outros sofrendo as dores do açoite
Morrendo a míngua na noite
Nas senzalas da solidão.
Corrente e suor misturados ao sangue
Deixaram profundas feridas
Cravadas em seu coração.



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