Força Incandescente
Marcos Farias
Quanta seca e poeira
Ainda banham meu sertão
Homens cactos, vida e morte
Se arrastam neste chão
É a fúria desta vida
Que calejam suas mãos
São os gestos, as palavras
Que dão força a oração
As violas e lamentos
Que se faz o improvisar
É a dor que se faz canto
Sem dar tempo meditar
É a guerra da tristeza
Fazendo o homem chorar
É a força incandescente
Querendo tudo secar
No ermo dessas caatingas
De espinhos, pedras e pó
De histórias violentas
Do cangaço e do amor
É aqui que mora a arte
E a bravura do cordel
Vi crepúsculo avermelhado
Cor de sangue neste chão



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