Toda de Branco Vestida
Maria de Lurdes Resende
Cai a neve das alturas
Que é um gosto a gente vê-la
Vede as serras que brancura
Mas em toda a sua alvura
A mais bela é a da estrela
Toda a serra resplandece
Na pureza da assucena
Mas à tarde o sol aquece
Quando a terra transparece
Mostra a pele de côr morena
Cobre-te a neve
Da côr dos sirios
E caindo ao de leve
Transforma-te em breve
Num manto de lírios
Lençol de linho
Que tens em suma
Ao cobrir-te o caminho
A brancura do arminho
Com rendas de espuma
Do nevão que tem caído
Seu vestido foi bordado
E tão branco é o tecido
Que nos lembra o seu vestido
Um vestido de noivado
Venham ver-lhe a formosura
Como é linda e sedutora
Toda ela neve pura
Por modéstia só procura
Ser serrana e ser pastora
Cobre-te a neve...



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