
Carta da Humanidade
Mato Seco
Só enxergamos nossos bolsos
Não importa quanto temos
Queremos mais e mais
Sempre famintos e sedentos
Esse caos que colhemos agora
Plantamos há tempos atrás
E se arriscou tudo
Sem nem olhar pra trás
Não aprendemos com os erros
E só queremos mais, só queremos mais
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Pra alimentar nossos egos infláveis
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Fomos longe demais
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Brincamos de ser Deus
E assim a vida quase
Mais do que nunca hoje vemos
Que se não aprendermos
A viagem acaba aqui
Isolados de nós mesmos
Desde sempre fizemos assim
Conquistar, dividir
E assim fomos com tudo
Deixando o que nos fazia humanos pra trás
Se espalhando e habitando o mundo
E só queremos mais, só queremos mais
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Pra alimentar nosso egos infláveis
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Fomos longe demais
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Brincamos de ser Deus
E assim a vida quase jaz
Fomos longe demais
Fomos longe demais
Sim, confessamos que erramos e agora
Sabemos que não adianta perdão
Ferimos a vida e não
Não se pode voltar atrás
Até aqui chegamos, paramos pela dor
Porque não havia Amor
Brincamos de ser Deus
Brincamos de ser Deus
Brincamos de ser Deus
E só queremos mais e mais e mais e mais e mais e mais
Só queremos mais e mais e mais e mais e mais e mais
Fomos longe demais
Mais e mais e mais e mais e mais e mais
Fomos longe demais
E assim a vida quase jaz



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