
O Galpão da Globalização
Mauro Moraes
Que se passa, coração, que agora deu
Pra andar tão descompassado...
Cinco hora da manhã e, pra variar,
Eu sem mate e acordado...
Meu silêncio milongueiro
Anda um pouco desvairado,
Debruçado nos assuntos
Que se "amuntam" no violão!
Quanta alma, coração, e eu ressentido,
Ouvindo rádio, pensativo,
Barba feita, pilcha nova
E uma estampa de caudilho...
Pelo jeito, coração, ando louco de ansiedade,
Escorado nos aperos dos arreios do galpão!
Diz o informe rural:
Há quebra na safra, excesso de chuva,
Prejuízos e baixas nas várzeas dos rios,
Programando a dor...
Na rede internet: pacote fiscal, rombo na Bolsa,
Taxa de juros e um surto real consumindo a flor!
(Falado)
Tempo instável, previsão para as próximas horas:
Encoberto a nublado com pancadas de chuva
E períodos de melhora.



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