
Manso
Mauro Moraes
O campo de lei povoado
O passo ocupado
O tempo que tanto andou
Arriscando o pelego
A alma num canto-flor
De atorá num floreio
E o verso da dona moça
Preso pelo lombilho
No pasto a gadaria parelha
Um estadão de invernada
A sorte numa clavada
De sentar na presilha!
As cordas juntando os cacos
Na boca duma guitarra
E a trova de lombo inchado
Mateando junto das casas
Banquei o pinho na rédea
Calcei a dor na paleta
E recolhi das ideias
Acordes para as minhas letras!
Ando de poncho quebrado
Ando juntando os cavalos
Ando soltando os montados
Pegando os mais descansados
Onde a milonga dá o tom
Eu marco o verso manso na perna
E o xucro pela costela
Depois da sova de rédea
Depois da sova de freio!
Eu faço a prosa errar a bolada
Respondo pela barbela
Que a dor é um potro cruzado
Que apesar de amanunciado
Não foi quebrado o queixo
Banquei o pinho na rédea
Calcei a dor na paleta
E recolhi das ideias
Acordes para as minhas letras!
Ando de poncho quebrado
Ando juntando os cavalos
Ando soltando os montados
Pegando os mais descansados
Onde a milonga dá o tom



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