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Toada do Peão Solito

Miguel Marques

Esse minuano que assobia na coxilha
Traz-me lembranças que o presente não desfaz
Há nos peçuelos um cheiro de maçanilha
E nos lençóis, teu jeito manso e tua paz

O rancho velho está tristonho qual tapera
E já não tem a mesma graça que antes tinha
Chego da lida e no portal ninguém me espera
Cevo meu mate e sorvo só de tardezinha

(Há uma saudade penetrando em cada fresta
Há uma tristeza estampada em meu olhar
Só uma esperança insistente é o que me resta
Soprando rimas pra tristeza repontar)

Olho o fogão e aquele espelho que era dela
A mesa posta, o gato velho e o pilão
Tantos recuerdos que me fazem pensar nela
E que machucam inda mais o coração

Se pelo menos do romance com esta china
Restassem frutos pra regar e pra colher
Alguns piazitos que abrandassem esta sina
E dessem força e sangue novo ao meu viver

(Há uma saudade penetrando em cada fresta
Há uma tristeza estampada em meu olhar
Só uma esperança insistente é o que me resta
Soprando rimas pra tristeza repontar)

Escrita por: Miguel Tadeu Marques / Nenito Sarturi. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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