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Obrigado Pai Querido

Miltinho Rodrigues

Eu sai da minha casa
Numa vila do interior
Fui correndo pra cidade
Como um pássaro voador
O meu pai muito doente
Precisava de um doutor
Pra curar sua doença
E acalmar a sua dor
Desci na rodoviária
Na mais triste aflição
Nessa hora a polícia
Procurava um homem mau
Quando me viram correndo
No meio do quarteirão
Como suspeito do crime
Fui trancado na prisão

Com o coração chorando
Implorava piedade
Mas ninguém me atendia
Pra ouvir minha verdade
Quatro dias de tristeza
Eu passei atrás das grades
Somente na quarta-feira
Que me deram a liberdade
Fui depressa ao hospital
Me atenderam sem demora
Na ambulância eu chorava
A cento e vinte por hora
O meu coração batia
Querendo saltar pra fora
Com o doutor junto ao meu lado
Vim chorando estrada afora

Minha intuição não falha
Posso até fazer aposta
Quando avistei de longe
Muita gente em nossa porta
Eu falei para o doutor
Já estou ficando louco
Não é preciso ter pressa
O meu pai já estava morto
Não esqueço um só momento
O semblante do velhinho
Trabalhou com Sol e chuva
Pra sustentar seus filhinhos
Hoje eu olho para o céu
E agradeço comovido
Por tudo que ele fizeste
Obrigado, pai querido

Escrita por: Benedito Seviero / Miltinho Rodrigues. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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