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Trevas à sua volta.
Ele tenta caminhar pelas pedras negras.
O frio corre sua espinha como uma lâmina.
Olhos à sua volta o assustam. Pressão.
Uma figura sombria surge em sua frente.
Seus olhos cospem fogo. Seu sorriso enforca.
De repente, um calor maior por dentro de si.
Seus pés doem, suas pernas doem.
Ele não pode mais caminhar. Paralisado pelo medo.
O calor aumenta e aumenta e aumenta...
Seu corpo dói por inteiro, como se estivesse apanhando.
Algo quer explodir dentro dele.
Seus medos, suas angústias, seus desapontamentos.
Seu ódio, suas decepções, sua vida de merda.
Tudo assombra, condena, estripa, mata.
O calor fica insuportável.
Então ele explode.

Seus olhos abrem e ele acorda.
Raiva, dor, revolta.
Todo o passado vem ao seu encontro.
Ele tenta se conter, em vão.
Chega de opressão a si mesmo!
Ele grita! Ele assusta! Ele surta!

Seus olhos cospem fogo.
Tudo à sua volta é destruído.
As pessoas ficam horrorizadas, perdidas.
Os móveis e a sala sofrem, pagam o preço.
Elas o acusam de louco.
Elas não sabem como é sofrer
E não poder lutar, e não ser ouvido.
Um momento de desespero.
Ele explode. E a sala em volta com ele.

Eles correm, eles o agridem.
Eles batem, eles gritam tanto quanto ele.
Eles o seguram, eles o sedam.
Eles o prendem.

O surto.
A explosão.
Tudo por desespero, tudo por um desejo
De ser feliz, de viver em paz.
Ele grita pela última vez.
Eles se acalmam, acabou o show.
Ele esfria, ele se cala, ele dorme.
Depressão.

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