Estrada Real
Naldo Miranda
Venho vindo no vento pela estrada
Dando adeus à linguagem na toada
Na bagagem o olhar da namorada
Ficou pra trás
A linguagem conduz minha manada
De todos os que eu fui, nonada em nada
Vejo a treva e luz na encruzilhada
Pois tanto faz
O que eu sei é que Minas não há mais
E nem há barco esperando no meu cais
Lembro de portas, casas caiadas,
Travessias, calçadas
O que eu sei é o silêncio das picadas
E era tão bom não se saber demais
Derramou-se o que sei, foi na enxurrada
Entre escolhas e sinas
O que sei, ora, ninguém sabe nada
Do olhar da menina namorada
Não saber é mais denso que imaginas
O resto é Minas
O resto é Minas
O resto é Minas, ê Minas
Ê Minas, o resto é Minas
Ê Minas é hora de partir



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