
O Vale
Nando Cruz
O violino atravessa a igreja, como o cravo à mão no
Crucifixo da parede secular suspensa
Nos olhos da moça chove
Como em mais nenhum lugar
Quem sabe até cresceriam árvores
Arriscando flores
Seu prometido noivo fosse carinhoso
Os olhos do mundo não estivessem
Frios no prato de santa Luzia
A fome fosse ficção em películas mudas
A noite uma voz ao longe de Cesária, negra, ancestral
O amor não fosse negociado em infâncias tenras
Os anjos realmente acampassem ao lado
Gatos tivessem sete vidas
E a mentira em suas curtas pernas tropeçasse
Mas nenhuma montaria chega com
Cavaleiro destemido e apaixonado
O reverendo não repetiu o seu antigo ultimato
O poeta vacila com sua pena bêbada
E o domingo levanta com os sinos vibrando
As folhas e derretendo os olhos das velhinhas
Dizem que a noiva sumiu na névoa
Daquele dia do velho vilarejo



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