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Quando a cabrocha descia
Do morro para a cidade
Na cidade amanhecia
E enquanto o morro sofria
De desespero e saudade
Ai, como a cidade sorria

Um dia, um dia, esperei-a
Esperei-a de alma cheia
De sofrimentos mortais
Desceu a noite sombria
Ela não veio esse dia
E não voltou nunca mais

No meu barraco sem ela
Mora a noite na janela
A noite, a saudade e eu
Na cidade é sempre dia
Na minha casa vazia
Nunca mais amanheceu

No meu barraco sem ela
Mora a noite na janela
A noite, a saudade e eu
Na cidade é sempre dia
Na minha casa vazia
Nunca mais amanheceu

Nunca mais amanheceu

Escrita por: Herivelto Martins. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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