
Era Uma Vez
Neto Fagundes
Era uma vez um potrinho baio
Era uma vez um negrinho só
Quando o potrinho fez-se potro o negrinho
Continuou pequenininho e cada vez mais só
Foi uma vez carreira grande
O corredor era o negrinho só
O baio-raio tropeçou na raia
Libras de ouro se fizeram pó
Acenda velas quem não sabe o resto
Da velha história que eu cortei ao meio
E ao pé das velas deixa fumo-em-rama
Para o negrinho do pastoreio
Galopa, lop, galopa
Cavalo de assombração
Baio-raio pelo de lua
Risca chispa na escuridão
Vai o casco, fica o rastro
Passa o vulto, fica o susto
Quem viu duvida que viu
Quem pensa que viu não viu



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