
Ciclos da Vida
Newton Jayme
São pólens do pensamento caindo no vento
Ou serão momentos mudando sem fim?
Sou feito de memórias pulsantes e vivas
De pele, de chão, de jardim, de emoções
Quando o pleno amor me alcança
Sou Sol aberto em manhã de abril
Quando a dor me toca, sou Lua que abraça
Sou revolução ou reza em sutil silêncio
Tudo em mim é eternidade em ciclo
Florindo o dia e fenecendo à noite, enfim
Instantes que se esvaem no céu ou no mar
Ou sementes da terra renascendo em mim?
Cada célula é um desejo antigo, traz cansaços
Cada pétala, um jeito de ser, de viver, de sentir
Quando o mundo me leva às lágrimas, em pedaços
É para me ensinar: Morrer é rebrotar, é sempre ressurgir!



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