O Canto É Filho Das Águas
Paulo Mattos
Presenciei um casamento
No altar da imensidão
O padre era o firmamento
A igreja era um ribeirão
Convidaram os passarinhos
Pra registrar a união
Desse matrimônio eterno
Entre as águas e o capão
(Somos frutos desta terra, somos poeira deste chão
Rancho que virou tapera, bota que já foi garrão
Somos filhos deste rio, que do peito nunca sai
Canto que nasceu das águas costeiras do Uruguai)
Os peixes tocaram o baile
Pra animar a multidão
Os bugios apadrinhando
Dançavam com devoção
Desse casamento antigo
Nasceu tanta inspiração
Essa costa é meu jazigo
Esse canto é o nosso pão



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