
Caixão de Prata
Pedro Bento e Zé da Estrada
"Uma velha e dois meninos cumprindo o destino seu
Andando pela estrada a fora, mas sempre com fé em Deus
Sem morada e sem repouso andando de déu em déu
Desde que seu esposo foi-se embora para o céu"
Chegando numa fazenda já no fim da sua vida
Pediu pelo amor de Deus quero um prato de comida
E lhe negando a esmola, entrou e bateu na porta
Quando foi no outro dia ela foi encontrada morta
Ele sentindo remorso descobriu seu grande erro
Doou um caixão de prata, fez a ela um grande enterro
Mas quando chegou a noite ele viu em frente à porta
O mesmo caixão de prata que tinha levado a morta
Tinha umas palavras escritas e com um letreiro forte
Se não me serviu em vida também não precisa em morte
Ele vendo tudo aquilo a Deus quis pedir perdão
Ficou um louco varrido carregando o seu caixão
Os dois meninos são hoje os donos dessa fazenda
Só que tem esse ditado e a todos recomenda
Se acaso aparecer um homem com um caixão
É o tal de fazendeiro procurando salvação



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