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Milonga Para Uma Flor

Pedro Ortaça

Me pediram que eu cantasse
Com sentimento e com calma
Cantasse com toda alma
Versos que o vento levasse
Que a bordona perguntasse
E que a prima respondesse
Pra quando o verso nascesse
A chinoca mais querida
Exclamasse comovida
Não há cantor como esse!

Depois, ao sabor do vento
E ao som da milonga mansa
Fosse desatando a trança
No lombo do pensamento
E rumbeando o firmamento
Lá onde a boieira flutua
Junto a lindaça xirúa
Deusa de mil universos
Erguesse um rancho de versos
Num descampado da lua

E pra sempre aquerenciados
Fazendo parte um do outro
Este domador de potros
E a deusa dos descampados
No aberto, sem alambrados
Acima da atmosfera
No rancho da estratosfera
Em místicos estribilhos
Deixassem de herança aos filhos
Um canto de primavera

Escrita por: Pedro Ortaça / Jayme Caetano Braun. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.
Enviada por Nelson. Revisiones por 2 personas. ¿Viste algún error? Envíanos una revisión.

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