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Toada Boiadeira

Pirisca Grecco

Um carreteiro pede passagem
Para uma charla, para um dedo de prosa
Quando a boieira, amiga antiga
Dorme sentida com o rangido das rodas

Nessa cantiga, mais que um lamento
Tudo é saudade na poeira dessa estrada
Onde a poesia, roda e luzeiro
De um mesmo rastro se aparta nessa toada

Era boi, era boieira, é madrugada
Era boi, e o carreteiro vai surgindo pela estrada

E o carreteiro, cruzando tempo
Busca em silêncio um horizonte de esperança
Levando sempre, pra vida inteira
O próprio lume de sinuelo em sua andança

Se a madrugada, clareia aos poucos
E lhe desvela a estrada e o rumo em dia bueno
Também ofusca de sua mirada
A confidente guardiã de seus segredos

Triste sozinho, pelas distâncias
Em dissonâncias poeirentas vive o quebra
Do val do tempo, seguindo estrelas
Navega um poema que nem ao tempo se verga

Sobram carretas, rodam as horas
Pelas estradas quantas juntas amansadas
E o carreteiro pra nosso alento
Canta a saudade de boieiras entoadas

Escrita por: Mateus Neves Da Fontoura / Rodrigo Duarte. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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