
Poema Ritimico do Malandro
Sônia Santos
Subindo descendo o morro acadente.
Cuidando o máximo mais atraente.
Lá vai o malandro dono do mundo.
Se pensam que é fácil levar essa vida,
enganam-se caros, posição atrevida.
É demais o cansaço, terrível e duro.
Jogar o baralho, jogar capoeira.
Fazer samba á toa, beber noite inteira.
Que vida mais besta, que coisa mais linda.
Ser bamba no morro, ser sambista de fato.
Dizer 'nunca corro, me matam ou mato!'.
Ter uma mulata por inspiração,
pra fazer mais amor e ouvir seu violão.
O vida difícil, o vida cansada.
Mas mudar de vida, que nada que nada!
Mas chega o dia da maior delícia,
ninguém os desdém ou protege a polícia.
É que ficou louco o mundo da cidade.
A culta, luxúria e a vaidade.
Chegou carnaval, chegou carnaval!
Ninguém quer ninguém e todos querem tudo.
Aqui tudo vale qualquer absurdo.
E é nesse dia a sais diferente,
que o malandro é mais homem no meio da gente.
Mas mamba que nada. Sapateia no asfalto.
Ao lado das negras é o parque do alto.
Samba malandro e samba mulata.
Mostrem mais um sentido da vida ingrata.
Depois com o crioulo e depois a mulata.
Voltando ao morro depois dessa data,
lá de cima felizes, contemplando a cidade.
Digam sem pavor:
Escrevemos samba no asfalto selvagem!



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