
Quando Canta Um Missioneiro
Desidério Souza
Vem de acrabesto uma saudade redomona
Um missioneiro quando canta é pura luz
Traz um lamento que vem do fundo da terra
Sente a tristeza quando enxerga aquela cruz
Alma de terra que escramuça o sentimento
Que vem do tempo das antigas reduções
Carrega o grito de sepé na voz do vento
Carrega o sonho libertário das míssões
Missioneiro, missioneiro traz no sangue a velha seiva
Dos que tomam chimarrão
Missioneiro, missioneiro traz nos olhos o luzeiro e uma cruz no coração
Um missioneiro quando canta é pura essência
É a sina bugra que reponta esta emoção
Traz a vertente desta raça colorada
Sangue vermelho feita as veias deste chão
Na parceira de um violão bem afinado
Uma oito soco chega pedindo bênção
E nunca falta gauchada no costado
A mão amiga que lhe oferta um chimarrão
Um missioneiro quando canta traz o hino
Cargas de lança e cavalhada num tropel
Um missioneiro quando canta traz o hino
E a voz dos sino nas torres de são Miguel



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