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Trança de Três (Um Romance de Tranças)

Quarteto Coração de Potro

Moreninha, esse meu laço
Eu trancei quando guri
Quatro tentos de fumaça
Três mandingas com cachaça
E um banho de juquiri

Morena, morena
A poucos dias
Lá no passo do rincão
Desatei meu quatro tentos
Pra enlaçar um boi fujão

Entrou mal, entrou mal
De meia espalda
E quando a trança espichou
Se partiu bem pelo meio
Pelo golpe que levou

O meu laço era bem forte
Nem sei como se partiu
Tirãozinho de cambeta
Muitas vez ele sentiu

Mas talvez a mala suerte
Hoje prendeu o tirão
E fez o seio do laço
Voltar de arrasto no chão

Vinha descrente da trança
Mas me topei com o assombro
Quando te vi na cancela
De trança negra no ombro

Neste dia, vi que a trança mais forte não é a de couro
Y si tu trenza de pelo, que costeou esse índio touro

Morena, morena
Hoje mais cedo
Eu cruzei no teu ranchinho
E tu estavas na cancela
Com a trança de carinho

Atirou, atirou
Meio sem jeito
Por supuesto, como deu
E na outra ponta da trança
Por buena suerte ia eu

Cerrou de fundo de armada
Parou de ponta por gosto
Foi quando eu virei de volta
Olhando melhor teu rosto

Nem precisou fazer força
Teu cinchador de mi ninhos
Pois o lume dos teus olhos
Já me fez tranquear, sozinho

Agora eu fiquei pensando
Que trança forte tu fez
Que não tem de mala suerte
Nem remalha de repente
Essa tua trança de três

Escrita por: Kiko Goulart / Paulo Osório Lemes / Rafael Ferreira e Felipe Corso. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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