
Culpa, Abraço, Roupa, Coca-Cola
Rafael Castro
Se é pra botar a mão no fogo,
Começo em não botar por mim -
Vai que eu canso e me traio...
Meu tipo é dos mais vagabundos,
Dos mais sem tradição.
Eu troco qualquer coisa por
Qualquer coisa em outra ocasião:
Culpa, abraço, roupa, coca-cola
Documento, riso, praga e omissão,
Pra eu poder respirar.
E não me farto dessa história
De semear, de cultivar e colher
Todo furor necessário
Pra seguir confortavelmente
Descartando o que vier
Que não for conveniente,
Que não for quente e que não for mulher:
Ética, impressora, parafuso
Compromisso, glória, bem ou malmequer;
Isso eu deixo passar.
Daí eu digo "vá lá em casa
E manda um abraço pro papai, pra mamãe"
Pr’eu não te ver nem pintado.
Eu faço média, eu faço hora,
Faço de conta que eu não sei,
Sabendo que isso, às vezes, extrapola,
Me calo e fica tudo bem.
É tanta coisa dentro da cachola,
Tanta coisa que eu adoro detestar
Que eu nem posso contar.



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