
Gente de Quem
Rafael Castro
Foi no cartório, ‘tá lá na certidão,
No linguajar, no jeito de vestir:
Que eu não sou gente de ninguém -
Que bom pra mim!
Porque eu não preciso, não tem porquê razão,
Orgulhar a estirpe e dar satisfação.
Eu vivo sempre na rua, eu quase moro na rua,
Eu vivo sempre na preocupação dos seus pais.
É melhor não andar junto a mim
Se você pensa em dormir.
Foi no cartório, ‘tá lá na certidão,
No linguajar, no jeito de vestir:
Que eu não sou gente de ninguém -
Bom pra você!
Porque eu não tenho medo de envelhecer,
De ficar sem dinheiro, de ficar sem ninguém.
Eu não espero uma herança; espero droga nenhuma.
Espero que você vá pra bem longe daqui
‘tou afim de curtir meu prazer,
Você só vai assistir.
Foi no cartório, ‘tá lá na certidão,
No linguajar, no jeito de vestir:
Que eu não sou gente de ninguém -
Que bom pra nós!



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