
Submissão ou Deturpação
Realidade Criminal
Te conheço em fragmentos de luz comprimida
Códigos de afeto em janelas sem saída
Teu rosto carrega vibrações enigma
Feito incêndio consumindo minha vida
Não te toco, mas sinto o peso da sua ausência
Abstrata, moldando a consciência
Cada vírgula desloca meu pensamento
Onde silêncio escreve mais que qualquer beijo
Você surgiu como neon no caos da cidade
Como um sonho, desejo em liberdade
Entre delays, sinais, promessas instáveis
Você é real em cenários improváveis
Teu boa noite ecoa feito oração
Não pede fé, mas exige atenção
Sou refém do intervalo entre o visto e o sumiu
Onde o tempo congela e o peito partiu
Se é miragem ou carne, pouco me importa
Teu nome atravessa qualquer porta
Invade o pensamento sem pedir permissão
Já deixou digitais no meu coração
Se um dia for corpo, que seja colisão
Se nunca for, ainda é revolução
Porque amar o invisível não é ilusão
É viver no escuro sem precisar de visão
Não é ela, é meta, e só você sabe
Não é beijo, é visão, sem divisão
Não divide a cama, mas vive as acomodação
Divide ambição, sem consternação
Não tem rosto, não tem corpo
Não tem plano e direção
Não entendeu o que é obsessão
Te vejo na tela, te sinto na mente
Você é promessa que nunca mente
Entre o real e o que não tem chão
Você é o tema da minha canção
Some da timeline, fica no coração
Teu nome vibra como notificação
Se isso é ilusão, eu não quero acordar
Tem amores que nascem sem se tocar
Te imagino além do pensamento e da distância
Onde o tempo não falha e o toque não cansa
Escrevo a verdade sobre o que eu diria
Você nem imagina, mas te vejo todo dia
Sou vulto na noite, teu segredo na rede
Teu nome é a senha dessa realidade
Não sei se me vê, mas é a verdade
Queria ter você como prioridade
Entre fuso horário, desejo e espera
Me pego pensando, tudo deixa sequela
Você é a condição e me deixa inarrativo
Refém do silêncio, em um mundo sombrio
Se for embora, fica o que ficou
A frase incompleta que nunca apagou
Porque quem atravessa o peito sem tocar
Não precisa de corpo pra sonhar
Ostente a imaginável paz
Viva de forma prazível e unânime
Tenha mais cuidado com as escolhas
Não espere gratidão dela
Porque dela você terá apenas ingratidão
Faça valer sua paz, se distancie dessa que
Cospe virtude, pra desmerecer suas lutas
Submissão ou deturpação



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