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Depois da espera interminável
Vem a brisa, alto-mar, gente nova, esperança
Depois de silêncio e sombra
Vem o fogo, vem a feira, vem a luz

Depois de ver tantas partidas
Vou chegar devagar, com sorriso, com afeto
Depois de telas carcomidas
Rasgo o véu, piso fundo, vou ver vida
Depois de amargas distâncias
Firmo o canto, solto a voz, refestança
Depois do frio isolamento
Vem o cheiro e o tempero
O sabor daquele abraço
O calor do ser
Depois de cultivo e cuidado
Temos força tempo-espaço
Tudo é nosso
Ninguém tasca, Ai de quem!

Aglomero os sentimentos, gritos, sonhos e lamentos
O anseio contido pinta de azul essa cidade
Traz o cheiro improvável, a palavra esquecida, mas ainda assim, sentida
Depois eu vejo, depois eu digo, depois eu faço
Nada mais é prorrogado, pois verdade não se adia
Presencial compromisso consigo mesmo e com o outro
De ser força, de ser luz, de só ser
Em cada canto um brilho próprio
Faróis em movimento que iluminam sem ofuscar
Que comunicam sem transbordar
O que cabe no agora não se culpa, o que existe lá fora vem de dentro
Antes de se lançar a decisão, no infinito criar a certeza
De que o som do sim, só vem

Escrita por: Renato da Lapa / Rogério Arantes / Ricardo Vilela / Lucas Lemos. ¿Los datos están equivocados? Avísanos.

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