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Centena de Povos Pretos

Rodrigo Negão

Centenas de povos pretos
Amarrados, doentes, guardados, jogados ao Léo
Mesmo vivendo de baixo do mesmo céu
Eles acham que nós não vamos nos superar
Querem nos amarrar e bater e até nos matar
Não adianta negar

Sagazes povos pretos que dando pernada no canavial
Aprendeu a viver e aprendeu surpreender
São quarenta por cela de quatro por quatro
Por culpa da pele sofrendo é um fato
Negro que não nega a origem que tem
No curso da história tornou-se refém

Plantar é coisa de preto, colher é coisa de preto
Estatisticamente provado que pra se foder o primeiro é o preto
Prenderam menino gueto
Sumiram neguinho no beco
Enquanto isso a população
Vai sendo adestrada nas rédias do medo

Preto comprando e causando fissura
Na mão de polícia neguinho não dura
Depois de três tiros a mãe de família
Vai sendo arrastada pela viatura
Preto na rua correndo perigo
Depois da chacina de muito amigos
Eu quero saber quantas mãe de família
Vão ter que chorar pelos seus Amarildos

Centenas de povos pretos
Centenas de povos pretos


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