
LATINOAMERICANO
Selvagem Utopya
Aqui nunca houve paz, matamo, roubamo, sem punição
Branco não olha pra trás, enterra culturas e tradição
Veias abertas sangram, trauma cotidiano
Veias abertas inflamam, sangue latino-americano
Passaporte vermelho é status, com sobrenome de estuprador
Olho azul, nariz afinado, orgulho do traço que sempre matou
Povo usado, escravizado, constrói nação, suor e dor
Sobrevivendo e lutando pra ter um pouco do que criou
(Pra ter um pouco do que a gente roubou)
Selvagem coração latinoamericano
Selvagem utopya sulamericana
Selvagem sentimento sulamericano
Selvagem resistência latinoamericana
Ninguém tem fome porque quer, ninguém aborta por diversão
Feminicídio em nome da fé, nos quartinhos, escravidão
Ninguém arrisca sua vida, se existe outro caminho
Meritocracia a mentira, no papinho do pai rico
A história repetida, matam povos com permissão
Preto, pobre ou indígena, nada choca, tudo padrão
Quem se orgulha do sangue europeu? Essa pele branca do genocídio
Demorou, mas a gente aprendeu, será? Essa letra sincericídio
Selvagem coração latinoamericano
Selvagem utopya sulamericana
Selvagem sentimento sulamericano
Selvagem resistência latinoamericana
A história repetida, matam povos com permissão
Preto, pobre ou indígena, nada choca, tudo padrão
Quem se orgulha do sangue europeu? Pele branca do genocídio
Demorou, mas a gente aprendeu, será? Essa letra (breque) sincericídio



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