
Ser Coletivo
Selvagem Utopya
Medo no olho da fome alimenta raiva
Que come a mente da mão de quem corre
Na faixa de Gaza com bênção de bala
Que passa no céu, drone canta melodia
Som que provoca disritmia
Surto no rosto dá febre, inflama ventre
E ferve a carne que cresce na rua
Queima pele escura que sofre
Ódio que veste branco da paz hipocrisia
Poder do diabo que escraviza
Ser coletivo contra ataca
Com a fúria de quem ama!
Na demanda por sentido nesse inferno
Sangue escorre, quantos pobres faz um rico?
Pouco rico, muito pobre
Quem constrói não tem teto, os que plantam já não comem
E com fome não se pensa
E sem pensar a alma some
Ser coletivo contra ataca
Com a fúria de quem ama!
Foda-se patrão! Foda-se agro!
Foda-se banco! Cace bilionário!
Foda-se pátria! Foda-se padrão!
Foda-se racista! Pega esse cuzão
Foda-se sucesso! Foda-se normal!
Nunca servidão! Todo mundo igual!
Foda-se o nome! Foda-se a fama!
Foda-se tudo! Eu que me foda!
Ser coletivo contra ataca
Com a fúria de quem ama!



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