
Sereia
Sergio Anil
Foi sempre uma onda leve e incerta
Vem, e quando vai embora trata
De mandar o mar trazer outras águas
Eu, aquela mergulhadora que tinha medo do mar
Mas nunca renunciou ao prazer de se render aos seus encantos
Eu deixava o corpo leve e me entregava
A tua onda vinha e quando ia, levava meu corpo
Quase morto de movimentos relutantes
Eu te seguia e quando a Lua te tornava
Um tsunami, eu sucumbia e afundava
Cantei os meus encantos e me fiz sereia
Mas mais cedo ou mais tarde o fazer se desfaz
Descobri que nunca fui sereia
E a mesma onda que tocava o meu rosto
Num suspiro pelo atrito das águas, não sei se volta
Espero ao menos estar gravada em uma concha
Numa lembrança que não me afunde



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