
Procissão da Chuvada
Siba e Roberto Corrêa
Chuva vindo no horizonte, parece uma procissão
Aonde o bispo, o trovão, celebra a missa no monte
O vento vanda de fronte, comandando a irmandade
E o granizo é um abade, e o relâmpago é um cajado
Que ampara o passo pesado do trovão na tempestade
Uma friagem baliza como quem procura espaço
E o vento estende seu braço pra dar empurrão na brisa
E o céu veste uma camisa pra se proteger do frio
E a terra no calafrio fica esperando a zuada
Que a bomba da trovoada encurtou muito pavil
Se apressa tripulação do avião na ventania
Esbarrão na correria, os galhos secos no chão
Sem passaporte na mão, as folhas vão viajar
E os urubus vão voar, cada um se perguntando
Quem é que vive soprando pra o vento poder ventar?
Guardando as águas no céu, a nuvem é como uma esponja
Também parece uma monja andando de carrossel
A nuvem é como um pincel, e o céu azul como a terra
Quando a nuvem se encapela, guarda relâmpago e trovão
Só não sei quem bota a mão pra espremer água dela
Quem vestiu no vento a luva que empurra as nuvens no ar?
Quem pudera me explicar como é que a nuvem de chuva
chora como uma viúva toda vez que o trovão berra
Só sei que ela nunca erra, mesmo tendo a mão canhota
E atira gota por gota da água que tem na terra
O sol atira uma flecha e desata o nó do novelo
A nuvem ajeita o cabelo e pinta de ouro uma mecha
Andorinha acha uma brecha e torna a voar novamente
E o temporal lentamente, vai se estender mais além
Fazendo estrondo igual quem anda arrastando corrente



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