
Gente do Sertão
Simão e Sabino
Nas minhas férias de Natal e Ano Novo
Eu fui rever o lugarejo onde nasci
Há muito tempo eu não via o meu povo
Aquela gente que deixei quando parti
Quanta tristeza eu senti quando passei
Onde moravam os colonos de café
Foi com tristeza quase espanto que notei
Que não existe mais nenhuma casa em pé
O cafezal virou pastagem de boiada
E a baixada do arrozal virou varjão
Na redondeza tudo virou invernada
Ficou sem nada minha gente do sertão
Meu velho pai encerrou a sua luta
Não tem mais força para a vida enfrentar
A minha mãe continua na labuta
Faz muito esforço pra lavar e cozinhar
De madrugada meus irmãos já estão prontos
Para lutarem pelo pão de cada dia
Mesmo com chuva se encaminham para o ponto
Para esperar o caminhão de boia fria
O cafezal virou pastagem de boiada
E a baixada do arrozal virou varjão
Na redondeza tudo virou invernada
Ficou sem nada minha gente do sertão



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