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Ferreiro Velho

Sinuelo Pampeano

Braço forte já cansado
Pelo peso do martelo
Rosto até marcado
Pelo calor do carvão
Por de trás deste semblante
Muita história pra contar
Das parelhas de mulas
E dos potros pra marcar
Das carroças pra conserto
E dos potros pra ferrar
Das carroças pra conserto
E dos potros pra ferrar

No compasso do martelo
E o ressonar da bigorna
Nestes dois instrumentos
O ferreiro faz a história

No compasso do martelo
E o ressonar da bigorna
Nestes dois instrumentos
O ferreiro faz a história

Hoje sua cabeça calva
Pelo peso da sua idade
Mas a ideia é tão sábia
E rica em conhecimentos
Ela brota o arsenal
De utilidade campeira
Velhas placas de carroças
Cinzeiro freno e biqueira
Macaco tocado a mula
Foice, inchada e boleadeira
Macaco tocado a mula
Foice, inchada e boleadeira

No compasso do martelo
E o ressonar da bigorna
Nestes dois instrumentos
O ferreiro faz a história
No compasso do martelo
E o ressonar da bigorna
Nestes dois instrumentos
O ferreiro faz a história


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