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Mundo Singular

Teatro Asfalto

Pela fresta da aresta, o universo era invisível,
Mas foi visto pelo rei, quando ainda era uma vez.,
Despediu-se da sua gente e se esvaiu pela tangente,
Despencou em queda livre, inclinou-se em terra firme;

Veio do céu, veio da selva, era invisível , era quem salva,
Veio da soma pra multiplicação, pão sem divisão, fé sem feijão,
Nem viu que os jornais vendiam espaço no espaço,
Dêem paz aos seus pés
Tão fugaz o calor, tão constante a frieza, tão distante o plural do singular;

Se fez cinza o que era azul e nublou a sua vista,
Foi-se o rei paraquedista, passo em falso ao trapezista,
Jaz um marginal atrapalhando a marginal,
Subiu ao reino sem ser rei, ´ João Da Silva` no jornal;

Veio do céu, veio pra selva, era invisível , era quem salva,
Veio da soma pra multiplicação, pão sem divisão, fé em equação,
Nem viu que os jornais vendiam espaço no espaço, ´´ Dêem paz aos seus pais``
Tão fugaz o calor, tão constante a frieza, tão distante o plural do singular;


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