Olho Nas Costas (part. Concê e Cxsta)
TEGÊ
Pra quem não faz porra nenhuma e aponta o dedo, suas palavras de plástico se alimentam de medo
Desculpa eu, quando eu magoei você, mas desculpa eu a mim quando pedi desculpa em vão pra você
Onde fica meu estado são de bondade, se a dignidade ficou pelas esquinas
Da Consolação, onde a vaidade sobra e falta pão
Ladeira descida da vida, corrida maluco pra não ficar louco, selva não é selva é concreto me resta quinta pensamentos
Ao som Di Di Melo, é belo na Bela (que) vista, la chica que miro me mira
Meu ego é grande pra caralho e seu aê? Menor que os almas mortas que só querem ser
Gente desinteligente que nunca entende e segue em frente sem querer entender
Eu tenho medo do escuro
E não contei pra ninguém
A minha sombra me assusta
A paz não vinha sempre
Eu tive que acostumar
Com esse olho nas costas
Me perdoa se eu titubear
Você não é da minha rua
E eu penso duas vezes
Antes de lhe confiar
A minha música
Da minha parte sempre o elo mais fraco
Mas do meu lado sempre o santo mais forte
Eu não diria que eu sou vaso ruim
Mas eu também não quebro
Da minha parte vão falar que foi sorte
Quando estiver acumulando contratos
Mas só Deus sabe o que eu sobrevivi
Com a maré no alto
Tanto aperto na cabeça me deixou com pé atrás
Malandro quer tirar minha paz achando que eu sou otária
Talvez os traumas tenham me deixado perspicaz
E hoje eu não esqueço que eu sou extraordinária
Você não vai riscar meus discos
Não vai rasgar meus livros
Não vai roubar o legado que eu deixar para os meus filhos
Vai tentar me derrubar mas eu conheço lá embaixo
Do fundo do poço olhar pra cima é bem mais fácil
Eu peço desculpa mas eu não retiro nada
Eu sei o peso de cada palavra
Dentro do meu peito pesa uma tonelada
Eu mandaria se foder
Mas a garganta tá entalada
Eu peço desculpa mas eu não retiro nada
Eu sei o peso de cada palavra
Dentro do meu peito visto uma tonelada
De mágoas histórias narradas por quem me fez sofrer
Eu tenho medo do escuro
E não contei pra ninguém
A minha sombra me assusta
A paz não vinha sempre
Eu tive que acostumar
Com esse olho nas costas
Me perdoa se eu titubear
Você não é da minha rua
E eu penso duas vezes
Antes de lhe confiar
A minha música
Eu peço desculpa mas eu não retiro nada
Eu sei o peso de cada palavra
Dentro do meu peito pesa uma tonelada
Eu mandaria se foder
Mas a garganta tá entalada
Eu peço desculpa mas eu não retiro nada
Eu sei o peso de cada palavra
Dentro do meu peito visto uma tonelada
De mágoas histórias narradas por quem me fez sofrer
Dentro do meu peito pesa uma tonelada
Eu não mando se foder
Mas cê ouve aí de casa



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