Meu Orixá me ensinou a ser forte
TERREIRO URBANO
Eu já não peço pra não doer
Eu agradeço por entender
Que cada corte que me atravessou
Foi mão de orixá que me moldou
Ogum não só me levantou do chão
Me ensinou a andar com decisão
Oxum não só secou meu pranto
Fez do meu peito um campo santo
Exu não foi só direção
Foi expansão de visão
Xangô não foi só defesa
Me ensinou o peso da firmeza
Oyá varreu o que era ilusão
Oxóssi mirou meu coração
Omolu fez da febre cura
Yemanjá lavou minha alma suja
Nanã me ensinou o tempo exato
Oxalá clareou meu ato
Eu não sou milagre, sou processo
Sou filho do recomeço
Eu cresci onde pensei morrer
Aprendi a me refazer
Minha fé não é fuga nem sorte
É consciência depois da morte
Eu sou o que ficou depois da dor
Sou o silêncio que virou tambor
Nada em mim é acaso ou sorte
Meu orixá me ensinou a ser forte
Eu sou o que ficou depois da dor
Sou o silêncio que virou tambor
Nada em mim é acaso ou sorte
Meu orixá me ensinou a ser forte
Eu sou o que ficou depois da dor
Sou o silêncio que virou tambor
Nada em mim é acaso ou sorte
Meu orixá me ensinou a ser forte



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