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Fúria e Paz

Tiago Bettencourt


Minha fúria, minha paz, meu bem
Se não fiz o que devia foi talvez porque temia
Não te saber serenar
A luta que por dentro fazia alimento
Do mundo a gritar

Não me ouviste chamar
Do alto deste monte
Tão longe da mentira
Mas perto está o dia
A água desta fonte
Só nos pode lavar

A sombra não devia
Mas alto é o nosso monte
Bem onde o tempo brilha
Não me ouviste chamar
Mas quando à noite vens eu sei
Que és minha, minha, minha

Minha ausência, minha luz, eu sei
Que nem sempre te fiz bem
Bem longe do que querias
Não te soube encontrar
No fundo da maldade
Puxar-te a verdade
Pra poderes confiar

Não me ouviste chamar
Do alto deste monte
Tão longe da mentira
Mas perto está o dia
A água desta fonte
Só nos pode lavar
Mas quando à noite vens eu sei
Que és minha, minha, minha

Não me ouviste chamar
Do alto deste monte
Tão longe da mentira
Mas perto está o dia
A água desta fonte
Só nos pode lavar
E quando à noite vens
eu sei que és minha
Minha, minha