
Domador
Tião Carreiro e Pardinho
No tempo que eu adomava no meu querido sertão
Ai, minha gente, que tempo bão
Fechava a porteira, laçava o macho
Botava o lombilho e o barbicacho
Descia cantando pela serra abaixo
No galho da perobeira cantava um gavião penacho
Arriscava a minha vida pra montar em qualquer pagão
Ai, a morena no portão, morena bonita do cabelo cacho
Da cintura fina mais linda eu não acho
Nós dois conversava lá no riacho
Na hora da despedida, soluçava no meus braços
Eu sempre fui divertido pra gostar de uma função
Ai sempre fui bom forgazão
Eu entro na sala com desembaraço
Tocando e cantando com a viola no braço
As moda que eu canto eu mesmo que faço
Na hora que eu estou cantando coração duro eu não acho
Me recordo com saudade daquele meu tempo bão
Ai eu sei que não vorta não, eu sou animado em tudo que faço
Precisou de mim não encontra fracasso
No braço da viola sou liso nos traço
Esses peito já cansado já foi dois peito de aço



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